
Ciclos de Design, Produto e Tecnologia Nio Telecom
Criação de um processo em tríade unificado , mensurável e acelerado por IA.
Visão Geral do Projeto
O Ciclo de Design, Produto e Tecnologia mapeia, desenha e valida o fluxo de trabalho integrado entre os três times, do entendimento de um problema até a entrega e a mensuração de resultado. Fui responsável pela criação do projeto de ponta a ponta, unificando as práticas de Design, Produto e Tecnologia em um modelo só, com um framework compartilhado, mensurável e sustentado por IA, eliminando ambiguidades de responsabilidades ao longo da esteira.
O projeto nasceu do diagnóstico dos processos hoje praticados por cada ciclo, passou por dinâmicas com o time de Design, pela pesquisa de tendências e benchmarks de mercado, pela construção e crítica do novo BPMN integrado, por entrevistas com tecnologia e produto, e chegou à consolidação do ciclo redesenhado.
Meu Papel: liderança estratégica de desenvolvimento do projeto
Público: liderança executiva e times de Design, Produto e Tecnologia
Escopo: time de Design, com interface direta com Produto e Tecnologia
Modelo: iterativo, com IA integrada ao processo
Ano: 2026
Definição do público
Escopo e formato do ciclo antes de qualquer desenho de processo
Discovery (diagnóstico e pesquisa) e Delivery (construção e documentação do novo ciclo)
Exploração, pesquisa, construção, documentação e métricas, permitindo validação contínua com stakeholders
Estruturação em duas fases macro
Cronograma com entregas incrementais
Planejamento
O Desafio
Até então, não existia um processo único em nenhum dos times (Design, Produto e Tecnologia): cada um conduzia o próprio fluxo, com etapas, critérios e nível de profundidade diferentes
Consequência direta: retrabalho, decisões arbitrárias, baixa rastreabilidade e dificuldade de defender o valor da entrega perante a empresa e o negócio
Diagnóstico confirmado por dados dentro do time de Design: 100% dos designers mapearam fluxos distintos entre si; apenas 60% incluíam revisão de resultados em produção; a maturidade também variava entre Produto e Tecnologia
Após um diagnóstico apontando a necessidade de se obter um processo de Design incluíndo Produto e Tecnologia, o planejamento previu métricas de impacto esperado e os princípios iniciais. Posteriormente, o processo se deu em duas macro etapas: Discovery e Delivery.
A estratégia
-40%
de retrabalho por falta de alinhamento no início
de velocidade na fase de ideação com suporte de IA
de rastreabilidade de decisões de design
+3x
100%
Impacto esperado
ciclo de revisão de métricas para ajuste contínuo
3 meses
Iterativo, não linear: o ciclo pode ser percorrido em loops curtos ou longos dependendo da complexidade do problema.
IA como amplificador: a IA acelera etapas analíticas e de geração, mas as decisões estratégicas permanecem humanas.
Documentação como produto: cada etapa deve gerar artefatos rastreáveis que constroem memória de cada evolução e produtos.
Visibilidade contínua: stakeholders têm acesso ao estado do ciclo a qualquer momento, reduzindo surpresas na entrega.
Métricas integradas: o sucesso do design é medido em dados de experiência junto aos clientes e impacto de negócio, não apenas em aprovações visuais.
Princípios iniciais
O processo
Discovery
Dinâmica com designers: exploração sobre processo atual


1. Diagnóstico


Nesta epata foi realizado o mapeamento individual do fluxo de cada designer, incluindo fluxos bem específicos como de URA, e fluxos de disciplinas de Design Ops (Research, Content e Design System).
Fluxos dos desginers: foi realizada uma dinâmica para entendimento do momento atual de cada designer individualmente, sondar quais suas dores e perspectivas quanto a um novo formato de processo, além de mapear quais seriam os pontos importantes dos processos de cada time que poderiam ser relevantes para serem tratados como casos de excessão.
Fluxos dos desginers Ops: em uma dinâmica somente com o time de Design Ops, foi possível levantar o processo individual de cada disciplina e entender em que momentos do processo de design eles participavam e quais os pontos de melhorias desses processos.
Dinâmica com designers: exploração sobre processo ideal


Resultados dos processos atuais dos designers
Abaixo, alguns resultados relevantes levantados a partir as explorações desta etapa.
Foram realizadas análise de referências de mercado (Nubank, iFood, Vivo, entre outras) e de modelos de processo (Double Diamond, Lean UX, Design Thinking, Dual Track), além de entrevistas com pessoas selecionadas no mercado que trouxeram insights significativos que agregaram à análise de tendências.
Esta etapa contou com a colaboração essencial a especialista em Design Research e Design de Serviços Marcela Medina.


2. Pesquisas de processos, tendências e benchmark
Benchmarking


Entrevistas de tendências


Resultados das entrevistas com o mercado
Abaixo, alguns resultados relevantes levantados a partir as explorações desta etapa.


Resultados do bench
Nesta etapa foi feita uma auditoria de ferramentas (Claude, ChatGPT, Gemini, NotebookLM) por etapa do fluxo, identificando onde cada uma gera mais valor. Foram duas pesquisas diferentes:
Exploração com o time de design interno: uma nova dinâmica realizada de forma assíncrona explorou como os designers usavam a IA no seu processo, quais ferramentas e quais as vantagens que elas traziam.
Pesquisa de tendências de IA: um levantamento foi realizado pela minha colega Valéria Brito, também deisgner Ops, que levantou o uso da IA nos processos de design de diversas empresas brasileiras e estrangeiras, agregando insights de uso, vantagens e aplicação.


3. Uso de IA: dentro do time e tendências de mercado
Dinâmica sobre uso da IA no time de Design
Delivery
O primeiro desenho do novo processo foi focado no Ciclo de Design e contou com uma etapa de Design Critique antes de prosseguir.
Ciclo de Design: o formato escolhido foi uma BPMN, contando com um desenho detalhado do processo de Design e os primeiros desenhos dos processos de Produto e Tecnologia do ponto de vista do time de Design. Uma representação em espiral também foi gerada, com a finalidade de desburocratizar as etapas, e foi baseado nos modelos Lean UX. Esta decisão será explicada mais à frente do projeto. Além desses dois modelos, uma documentação mais completa, incluíndo uso da IA em cada etapa, foi concebida.
Design Critique: foi realizada junto ao time para levantamento de melhorias e perceção de quem mais usaria a solução, os próprios designers.


4. Definição do Ciclo de Design
BPMN do Ciclo de Design completo + Ciclos de Produto e Tecnologia iniciais


Representações em espiral do Ciclo de Design (Lean UX)


Documentação do Ciclo de Design


Design Critique do primeiro Ciclo de Design
Após o desenho inicial do ciclo, contendo detalhes do processo de Design, chegou o momento de entender profundamente os processos de Produto e Tecnologia. Para isso, foram realizadas entrevistas individuais com uso de um roteiro estruturado com perguntas para GPMs, PMs, PMMs, POs e tech líderes. A pesquisa sondou o processo atual de cada um individualmente, suas dores e suas visões de processos ideais.
A partir desse levantamento foi possível detalhar não só os processos desses dois times, completando a BPMN da tríade, mas também foi possível definir as responsabilidades de cada time em cada etapa do processo.


5. Entrevista com times de Produto e Tecnologia
Entrevistas com Produto e Tecnologia


Resultados da compilação das entrevistas
Abaixo, alguns resultados relevantes levantados a partir as explorações desta etapa.
Após a última etapa de exploração e a Design Critique, um modelo final e completo envolvendo a tríade foi concebido, com BPMN detalhada, incluíndo etapas mais voltadas para desenvolvimento e todas as interações entre a tríade. Além dos detalhamentos e intersecções entre os três times, foi possível demonstrar a interações do design com design Ops, definir ferramentas de IA em cada etapa e as responsabilidades de cada parte durante todo o processo.
Entenda o resultado final:
6. Ciclo de Design, Produto e Tecnologia final


Metodologia adotada
Metodologia
O ciclo final foi detalhado por meio de um BPMN, com colunas distribuídas em formato que une o duble diamond e o dual track. Veja a representação abaixo.
Cada coluna de cor representa uma macro etapa e cada uma é subdividida em etapas mais detalhadas (caixas brancas).
Ao fim de cada macro etapa há um ponto importante de validação: o mínimo entregável. Para se prosseguir com segurança e garantia de qualidade para a próxima etapa é importante revisar se o mínimo entregável está sendo atendido.
Os times de Design, Produto e Tecnologia são separados em raias horizontais e, durante o fluxo, eles interagem por linhas e faixas verticais que evidenciam sua interação. O percentual de atuação de cada time em cada macro etapa também fica evidente na BPMN.
Em cada detalhada (caixa branca) há uma descrição das responsabilidades de cada time, dando total clareza sobre o que cabe a cada time realizar durante todo o processo. Algumas responsabilidades são conjuntas e outras são individuais, mas em todas elas deve ficar muito claro o que cabe a quem.
Ciclo de Design, Produto e Tecnologia
O Double Diamond garante espaço para descoberta real antes de entrar em solução, enquanto o Lean UX mantém o ciclo curto e orientado a hipóteses. Uma combinação dos dois, com Dual Track para separar discovery de delivery, foi o caminho mais alinhado às necessidades do time.
A integração das metodologias permite criar soluções inovadoras com validação constante dos usuários.


BPMN: Ciclo de Design, Produto e Tecnologia completo
Documentação
A documentação reflete a BPMN, mas busca deixar mais claro e detalhado aquilo que se precisar buscar especificamente como regra: quais as responsabilidades por times, quais os momentos em que os times interagem em cada etapa, quando e como uma disciplina de Design Ops deve contribuir no processo e quais as ferramentas de IA indicadas para cada momento e como devem ser usadas.


Documentação
*Dica: ver no desktop para melhor visualização das imagens.
A espiral representa a natureza contínua e evolutiva do Ciclo, onde cada fase traz uma melhoria ao produto. Ao contrário de processos lineares, a espiral agrega mais conhecimento e insights a cada fase.
Diferente de um processo cíclico, a cada iteração a espiral nos leva para um nível mais alto de compreensão e qualidade do produto.
Relação com os Princípios de Design Nio:
Nosso inconformismo nos impulsiona: um processo sem final, que ruma para evolução contínua.
Porque um ciclo em espiral?


Modelo em espiral (Lean UX)
Condução orientada a dados
cada decisão do novo ciclo partiu de evidência coletada nas entrevistas e nos mapeamentos
validada por votação e comparação estruturada entre 5 frameworks de mercado
compartilhadas entre Design, Produto e Tecnologia em cada fase, inclusive o percentual de dedicação de cada área por etapa
Escolha do modelo de processo
Definição de responsabilidades
Conclusão
O ciclo tornou o trabalho do time legível, mensurável e auditável para a liderança. Um processo sem estrutura tem custo direto (retrabalho, atraso, decisão não defensável)
Redução do atrito entre áreas e aceleração das entregas, com padronização entre Design, Produto e Tecnologia
O uso estruturado de IA converteu uma prática antes informal em vantagem operacional documentada e disseminada entre todos, com potencial de escalar para outros times
Contribuição para o aumento de credibilidade do design com importância estratégica perante a tríade Design–Produto–Tecnologia, uma vez que a documentação de fluxos e responsabilidades prevê uma mudança de papel e cultura interna
O que a solução resolveu
Métricas de acompanhamento da solução
Eficiência do ciclo e qualidade das entregas
• Lead time por fase (Entender, Idear, Validar, Desenvolver, Monitorar): onde o fluxo trava ou demora mais do que o previsto.
• Tempo de handoff entre áreas (Design→Produto→Tecnologia): a clareza e a agilidade das transições entre times.
• Nº de retrabalhos pós-deploy originados em falhas de discovery/definição: indica se o discovery estruturado está evitando retrabalho.
• % de entregas com QA estruturado concluído antes do deploy: indica a maturidade da etapa de qualidade.
Adesão ao processo e satisfação do time
• % de times/projetos seguindo o ciclo integrado: grau de adoção real do novo fluxo.
• Nº de etapas puladas ou retrabalhadas por projeto: pontos do ciclo que não fazem sentido na prática.
• NPS interno dos participantes do ciclo (Design, Produto, Tecnologia): percepção de clareza e colaboração no fluxo.
Impacto no negócio
• Resultado vs. meta/hipótese definida na priorização: indica se o ciclo está gerando valor mensurável, não só entregas.
Pontos importantes do processo deste projeto
IA como parte estrutural do processo
não como ferramenta à parte e com recomendação específica de uso por etapa